Após cassar licenças, prefeitura de São Paulo destrói bancas de ambulantes
Rede Brasil Atual
São Paulo – "É uma estupidez", diz Maria Celina Marra, de 65 anos, assistindo à cena de destruição na zona sul de São Paulo. Vendedora ambulante, ela e centenas de colegas perderam ontem (31) as bancas nas quais trabalhavam no bairro do Jabaquara. Após cassar as licenças de trabalho dos ambulantes, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) decidiu ordenar a repressão e a destruição das estruturas nas quais atuavam.
Segundo o Sindicato dos Microempreendedores e da Economia Informal do Estado de São Paulo, por causa da cassação das licenças, estima-se que cerca de 500 trabalhadores da região ficarão sem emprego. Indignados, vendedores fizeram protestos no mesmo dia, em frente à prefeitura. “Essa estupidez apavora a gente, o barulho da máquina e o martelo doem nossos ouvidos e vai doer na barriga de muita gente”, afirmou a diretora do sindicato.
A advogada Juliana Avanci, do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, afirma que o subprefeito do Jabaquara, Roberto Marciano, negou o pedido de prazo para que os trabalhadores pudessem retirar as suas mercadorias e as bancas.
Para a vendedora ambulante Maria Teixeira da Silva, a situação é de revolta. “Eles não querem saber se você tem conta ou não, interrompem a sua vida, pegam as suas coisas, vão embora e não oferecem nada”, disse.
Segundo Denivaldo Vieira de Azevedo, trabalhador que mantinha a sua banca fixa no local desde a regularização, em 2002, a partir do momento em que prefeitura concedeu a permissão de uso, os ambulantes pagam cerca de R$ 1.000 por ano de impostos.
José Oliveira Santos, ambulante há 14 anos no local, afirma que a administração de Gilberto Kassab (PSD) não maltrata apenas os ambulantes, mas também as famílias alimentadas por este trabalho. “Infelizmente o governo não olha para a classe trabalhadora, não pensa no ser humano. Se pensasse, chamaria a gente para conversar e dava outro local para instalarmos as nossas barracas”, disse.
João Batista Lopes, que teve a sua licença cassada em abril de 2011 e agora trabalha com o sogro, disse que, além da ação feita ontem contra os ambulantes, ele também está ameaçado de perder a moradia por causa da operação urbana Água Espraiada. “Nós, nordestinos que viemos aqui para construir São Paulo, temos de voltar para as nossas terras, porque se ficarmos aqui, estaremos como as pessoas na Cracolândia, sem opção. A cidade de São Paulo está desse jeito”, disse.
Protestos
Trabalhadores ambulantes de todas as regiões de São Paulo, organizados pelo Fórum de Ambulantes da cidade paulistana, fizeram manifestação em frente à prefeitura contra a cassação de suas licenças. “Além de discutir o direito à cidade e ao trabalho, estamos denunciando a prefeitura das atrocidades que vem cometendo com esses trabalhadores ambulantes”, afirmou o representante do fórum, Otávio Anísio Amaral Ramos.
Na última terça-feira (29), a Defensoria Pública do Estado de São Paulo e o Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos ingressaram com uma ação contra a prefeitura por causa da perseguição aos ambulantes. A assessora pedagógica, Luciana Itikawa, da entidade, ressalta que a ação feita pela prefeitura, fere os direitos trabalhistas garantidos pela agenda do trabalho decente da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Quarto Poder
A liberdade de expressão, juntamente com a mídia é o Quarto Poder do mundo. O que eu digo que é uma grande mentira, é o primeiro poder, pois com ela, derrubamos obstáculos, gerênciamos vidas e criamos revoluções, mesmo que internas.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Jeitinho Tucano de governar. Mais Censura em Minas Gerais
Decisão do TJMG estabelece censura prévia em Minas Gerais
Decisão do desembargador Antônio de Pádua, atendendo seu colega, implanta censura prévia quebrando clausula pétrea da Constituição Federal
Do NovoJornal
A censura a imprensa em Minas Gerais vem sendo motivo de preocupação de diversas autoridades locais e nacionais. Chegando ao ponto do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ayres Britto, criar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) um Fórum Nacional do Poder Judiciário e Liberdade de Imprensa para barrar as tentativas de impor censuras e processos à ação da imprensa, a partir de decisões judiciais contrárias à liberdade de imprensa.
Novojornal vem há anos, praticamente desde sua criação, sofrendo diversos atentados contra seu livre funcionamento. No início as iniciativas partiram do Poder Executivo, depois da Procuradoria Geral de Justiça e agora do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Em todos os casos, a censura ocorreu atendendo os interesses de dirigentes das três instituições que, acostumados com a subserviência de alguns veículos de comunicação, entendem que seus atos e possíveis deslizes não devem ser levados a público.
Infelizmente este é o pensamento de grande parte das diversas autoridades que integram os três Poderes da República e que, sem dúvida alguma, vem permitindo os absurdos que vem sendo cometidos pelos mesmos. A imprensa não tem compromisso a não ser com a verdade e a informação livre e isenta transmitida a seus leitores. Ou seja, apenas noticiamos, são estas autoridades as verdadeiras responsáveis pela notícia, pois foram suas ações que deram origem a notícia.
O corporativismo, sem dúvida alguma, tem sido o pior inimigo da Liberdade de Imprensa. Neste caso, a decisão do desembargador chegou ao absurdo de textualmente determinar: “...e impedir que outras matérias ofensivas a honra do agravante sejam publicadas, a não ser acompanhadas da cópia autenticada de onde foram retiradas e sem emitir qualquer juízo de valor sobre seu conteúdo....”. É o término do direito à liberdade de expressão e do estado de direito.
A este respeito à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em respaldo à Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão, adotou a seguinte Declaração de Princípios:
- Reafirmando a necessidade de assegurar no hemisfério o respeito e a plena vigência das liberdades individuais e os direitos fundamentais dos seres humanos por meio de um estado de direito;
- Conscientes de que a consolidação e o desenvolvimento da democracia dependem da existência de liberdade de expressão;
- Persuadidos de que o direito à liberdade de expressão é essencial para o desenvolvimento do conhecimento e do entendimento entre os povos, que conduzirão a uma verdadeira compreensão e cooperação entre as nações do hemisfério;
- Convencidos de que, quando se impede o livre debate de idéias e opiniões, se limita a liberdade de expressão e o efetivo desenvolvimento do processo democrático;
-Convencidos de que, garantindo o direito ao acesso a informações em poder do Estado, se consegue uma maior transparência nos atos do governo, assegurando-se as instituições democráticas;
- Recordando que a liberdade de expressão é um direito fundamental reconhecido na Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem e na Convenção Americana sobre Direitos Humanos, na Declaração Universal de Direitos Humanos, na Resolução 59(I) da Assembléia Geral das Nações Unidas, na Resolução 104 adotada pela Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), no Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, e em outros instrumentos internacionais e constituições nacionais;
- Reconhecendo que os princípios do Artigo 13 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos representam o marco legal a que se encontram sujeitos os Estados Membros da Organização dos Estados Americanos;
- Reafirmando o Artigo 13 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, que estabelece que o direito à liberdade de expressão compreende a liberdade de buscar, receber e difundir informações e idéias sem consideração de fronteiras e por qualquer meio de transmissão;
- Considerando a importância da liberdade de expressão para o desenvolvimento e a proteção dos direitos humanos, o papel fundamental que lhe atribui a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e o pleno apoio com que contou a criação da Relatoria para a Liberdade de Expressão, como instrumento fundamental para a proteção deste direito no hemisfério, na Cúpula das Américas realizada em Santiago do Chile;
- Reconhecendo que a liberdade de imprensa é essencial para a realização do pleno e efetivo exercício da liberdade de expressão e instrumento indispensável para o funcionamento da democracia representativa, mediante a qual os cidadãos exercem seu direito a receber, divulgar e buscar informação;
- Reafirmando que os princípios da Declaração de Chapultepec constituem um documento básico que contempla as garantias e a defesa da liberdade de expressão, a liberdade e a independência da imprensa e o direito à informação;
- Considerando que a liberdade de expressão não é uma concessão dos Estados, mas um direito fundamental;
- Reconhecendo a necessidade de proteger efetivamente a liberdade de expressão nas Américas, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em respaldo à Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão, adota a seguinte Declaração de Princípios:
PRINCÍPIOS
1. A liberdade de expressão, em todas as suas formas e manifestações, é um direito fundamental e inalienável, inerente a todas as pessoas. É, além disso, é um requisito indispensável para a própria existência das sociedades democráticas.
2. Toda pessoa tem o direito a buscar, receber e divulgar livremente informações e opiniões em conformidade com o que estipula o artigo 13 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Todas as pessoas devem ter igualdade de oportunidades para receber, buscar e divulgar informação por qualquer meio de comunicação sem discriminação, por nenhum motivo, inclusive os de raça, cor, religião, sexo, idioma, opiniões políticas ou de qualquer outra natureza, origem nacional ou social, posição econômica, nascimento ou qualquer outra condição social.
3. Toda pessoa tem o direito a ter acesso às informações sobre si mesma ou seus bens de forma expedita e não onerosa, contidas em bancos de dados, registros públicos ou privados e, caso seja necessário, atualizá-las, retificá-las e/ou emendá-las.
4. O acesso à informação em poder do Estado é um direito fundamental dos indivíduos. Os Estados estão obrigados a garantir o exercício deste direito. Este princípio só admite limitações excepcionais, que devem ser estabelecidas com antecedência pela lei, como em casos em que exista um perigo real e iminente que ameace a segurança nacional em sociedades democráticas.
5. A censura prévia, interferência ou pressão direta ou indireta sobre qualquer expressão, opinião ou informação divulgada por qualquer meio de comunicação oral, escrito, artístico, visual ou eletrônico deve ser proibida por lei. As restrições na circulação livre de idéias e opiniões, bem como a imposição arbitrária de informações e a criação de obstáculos ao livre fluxo informativo, violam o direito à liberdade de expressão.
6. Toda pessoa tem o direito a comunicar suas opiniões por qualquer meio e forma. A afiliação obrigatória a órgãos de qualquer natureza ou a exigência de títulos para o exercício da atividade jornalística constituem uma restrição ilegítima à liberdade de expressão. A atividade jornalística deve reger-se por condutas éticas, que em nenhum caso podem ser impostas pelos Estados.
7. Condicionamentos prévios, como veracidade, oportunidade ou imparcialidade, por parte dos Estados são incompatíveis com o direito à liberdade de expressão reconhecido nos instrumentos internacionais.
8. Todo comunicador social tem direito a não revelar suas fontes de informação, anotações e arquivos pessoais e profissionais.
9. O assassinato, o seqüestro, a intimidação e a ameaça a comunicadores sociais, bem como a destruição material dos meios de comunicação, violam os direitos fundamentais das pessoas e restringem severamente a liberdade de expressão. É dever dos Estados prevenir e investigar esses fatos, punir seus autores e assegurar às vítimas uma reparação adequada.
10. As leis de privacidade não devem inibir nem restringir a pesquisa e divulgação de informações de interesse público. A proteção à reputação deve estar garantida por meio de apenas punições civis nos casos em que a pessoa ofendida seja um funcionário público ou pessoa pública ou particular que tenha se envolvido voluntariamente em assuntos de interesse público. Nesses casos, deve provar-se que o comunicador, na divulgação das notícias, teve a intenção de infligir dano ou o pleno conhecimento de que estava divulgando notícias falsas, ou se conduziu com manifesta negligência na busca de sua verdade ou falsidade.
11. Os funcionários públicos estão sujeitos a um fiscalização mais rigorosa por parte da sociedade. As leis que penalizam a expressão ofensiva dirigida a funcionários públicos, geralmente conhecidas como "leis de desacato", atentam contra a liberdade de expressão e o direito à informação.
12. Os monopólios ou oligopólios na propriedade e no controle dos meios de comunicação devem estar sujeitos a leis antimonopólio, pois conspiram contra a democracia ao restringir a pluralidade e a diversidade que asseguram o pleno exercício do direito à informação dos cidadãos. Em nenhum caso essas leis devem ser exclusivas para os meios de comunicação. As concessões de rádio e televisão devem obedecer a critérios democráticos que garantam a igualdade de oportunidades para todos os indivíduos em seu acesso.
13. A utilização do poder do Estado e dos recursos da fazenda pública, a isenção de direitos aduaneiros, a entrega arbitrária e discriminatória de contas de publicidade oficial e créditos oficiais, a concessão de estações de rádio e televisão, entre outras coisas, com o objetivo de pressionar e punir ou premiar e privilegiar os comunicadores sociais e os meios de comunicação em função de suas linhas informativas atentam contra a liberdade de expressão e devem ser expressamente proibidos pela lei. Os meios de comunicação social têm o direito de realizar seu trabalho de forma independente. Pressões diretas ou indiretas que têm como finalidade silenciar o trabalho informativo dos comunicadores sociais são incompatíveis com a liberdade de expressão.
Decisão do desembargador Antônio de Pádua, atendendo seu colega, implanta censura prévia quebrando clausula pétrea da Constituição Federal
Do NovoJornal
A censura a imprensa em Minas Gerais vem sendo motivo de preocupação de diversas autoridades locais e nacionais. Chegando ao ponto do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ayres Britto, criar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) um Fórum Nacional do Poder Judiciário e Liberdade de Imprensa para barrar as tentativas de impor censuras e processos à ação da imprensa, a partir de decisões judiciais contrárias à liberdade de imprensa.
Novojornal vem há anos, praticamente desde sua criação, sofrendo diversos atentados contra seu livre funcionamento. No início as iniciativas partiram do Poder Executivo, depois da Procuradoria Geral de Justiça e agora do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Em todos os casos, a censura ocorreu atendendo os interesses de dirigentes das três instituições que, acostumados com a subserviência de alguns veículos de comunicação, entendem que seus atos e possíveis deslizes não devem ser levados a público.
Infelizmente este é o pensamento de grande parte das diversas autoridades que integram os três Poderes da República e que, sem dúvida alguma, vem permitindo os absurdos que vem sendo cometidos pelos mesmos. A imprensa não tem compromisso a não ser com a verdade e a informação livre e isenta transmitida a seus leitores. Ou seja, apenas noticiamos, são estas autoridades as verdadeiras responsáveis pela notícia, pois foram suas ações que deram origem a notícia.
O corporativismo, sem dúvida alguma, tem sido o pior inimigo da Liberdade de Imprensa. Neste caso, a decisão do desembargador chegou ao absurdo de textualmente determinar: “...e impedir que outras matérias ofensivas a honra do agravante sejam publicadas, a não ser acompanhadas da cópia autenticada de onde foram retiradas e sem emitir qualquer juízo de valor sobre seu conteúdo....”. É o término do direito à liberdade de expressão e do estado de direito.
A este respeito à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em respaldo à Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão, adotou a seguinte Declaração de Princípios:
- Reafirmando a necessidade de assegurar no hemisfério o respeito e a plena vigência das liberdades individuais e os direitos fundamentais dos seres humanos por meio de um estado de direito;
- Conscientes de que a consolidação e o desenvolvimento da democracia dependem da existência de liberdade de expressão;
- Persuadidos de que o direito à liberdade de expressão é essencial para o desenvolvimento do conhecimento e do entendimento entre os povos, que conduzirão a uma verdadeira compreensão e cooperação entre as nações do hemisfério;
- Convencidos de que, quando se impede o livre debate de idéias e opiniões, se limita a liberdade de expressão e o efetivo desenvolvimento do processo democrático;
-Convencidos de que, garantindo o direito ao acesso a informações em poder do Estado, se consegue uma maior transparência nos atos do governo, assegurando-se as instituições democráticas;
- Recordando que a liberdade de expressão é um direito fundamental reconhecido na Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem e na Convenção Americana sobre Direitos Humanos, na Declaração Universal de Direitos Humanos, na Resolução 59(I) da Assembléia Geral das Nações Unidas, na Resolução 104 adotada pela Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), no Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, e em outros instrumentos internacionais e constituições nacionais;
- Reconhecendo que os princípios do Artigo 13 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos representam o marco legal a que se encontram sujeitos os Estados Membros da Organização dos Estados Americanos;
- Reafirmando o Artigo 13 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, que estabelece que o direito à liberdade de expressão compreende a liberdade de buscar, receber e difundir informações e idéias sem consideração de fronteiras e por qualquer meio de transmissão;
- Considerando a importância da liberdade de expressão para o desenvolvimento e a proteção dos direitos humanos, o papel fundamental que lhe atribui a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e o pleno apoio com que contou a criação da Relatoria para a Liberdade de Expressão, como instrumento fundamental para a proteção deste direito no hemisfério, na Cúpula das Américas realizada em Santiago do Chile;
- Reconhecendo que a liberdade de imprensa é essencial para a realização do pleno e efetivo exercício da liberdade de expressão e instrumento indispensável para o funcionamento da democracia representativa, mediante a qual os cidadãos exercem seu direito a receber, divulgar e buscar informação;
- Reafirmando que os princípios da Declaração de Chapultepec constituem um documento básico que contempla as garantias e a defesa da liberdade de expressão, a liberdade e a independência da imprensa e o direito à informação;
- Considerando que a liberdade de expressão não é uma concessão dos Estados, mas um direito fundamental;
- Reconhecendo a necessidade de proteger efetivamente a liberdade de expressão nas Américas, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em respaldo à Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão, adota a seguinte Declaração de Princípios:
PRINCÍPIOS
1. A liberdade de expressão, em todas as suas formas e manifestações, é um direito fundamental e inalienável, inerente a todas as pessoas. É, além disso, é um requisito indispensável para a própria existência das sociedades democráticas.
2. Toda pessoa tem o direito a buscar, receber e divulgar livremente informações e opiniões em conformidade com o que estipula o artigo 13 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Todas as pessoas devem ter igualdade de oportunidades para receber, buscar e divulgar informação por qualquer meio de comunicação sem discriminação, por nenhum motivo, inclusive os de raça, cor, religião, sexo, idioma, opiniões políticas ou de qualquer outra natureza, origem nacional ou social, posição econômica, nascimento ou qualquer outra condição social.
3. Toda pessoa tem o direito a ter acesso às informações sobre si mesma ou seus bens de forma expedita e não onerosa, contidas em bancos de dados, registros públicos ou privados e, caso seja necessário, atualizá-las, retificá-las e/ou emendá-las.
4. O acesso à informação em poder do Estado é um direito fundamental dos indivíduos. Os Estados estão obrigados a garantir o exercício deste direito. Este princípio só admite limitações excepcionais, que devem ser estabelecidas com antecedência pela lei, como em casos em que exista um perigo real e iminente que ameace a segurança nacional em sociedades democráticas.
5. A censura prévia, interferência ou pressão direta ou indireta sobre qualquer expressão, opinião ou informação divulgada por qualquer meio de comunicação oral, escrito, artístico, visual ou eletrônico deve ser proibida por lei. As restrições na circulação livre de idéias e opiniões, bem como a imposição arbitrária de informações e a criação de obstáculos ao livre fluxo informativo, violam o direito à liberdade de expressão.
6. Toda pessoa tem o direito a comunicar suas opiniões por qualquer meio e forma. A afiliação obrigatória a órgãos de qualquer natureza ou a exigência de títulos para o exercício da atividade jornalística constituem uma restrição ilegítima à liberdade de expressão. A atividade jornalística deve reger-se por condutas éticas, que em nenhum caso podem ser impostas pelos Estados.
7. Condicionamentos prévios, como veracidade, oportunidade ou imparcialidade, por parte dos Estados são incompatíveis com o direito à liberdade de expressão reconhecido nos instrumentos internacionais.
8. Todo comunicador social tem direito a não revelar suas fontes de informação, anotações e arquivos pessoais e profissionais.
9. O assassinato, o seqüestro, a intimidação e a ameaça a comunicadores sociais, bem como a destruição material dos meios de comunicação, violam os direitos fundamentais das pessoas e restringem severamente a liberdade de expressão. É dever dos Estados prevenir e investigar esses fatos, punir seus autores e assegurar às vítimas uma reparação adequada.
10. As leis de privacidade não devem inibir nem restringir a pesquisa e divulgação de informações de interesse público. A proteção à reputação deve estar garantida por meio de apenas punições civis nos casos em que a pessoa ofendida seja um funcionário público ou pessoa pública ou particular que tenha se envolvido voluntariamente em assuntos de interesse público. Nesses casos, deve provar-se que o comunicador, na divulgação das notícias, teve a intenção de infligir dano ou o pleno conhecimento de que estava divulgando notícias falsas, ou se conduziu com manifesta negligência na busca de sua verdade ou falsidade.
11. Os funcionários públicos estão sujeitos a um fiscalização mais rigorosa por parte da sociedade. As leis que penalizam a expressão ofensiva dirigida a funcionários públicos, geralmente conhecidas como "leis de desacato", atentam contra a liberdade de expressão e o direito à informação.
12. Os monopólios ou oligopólios na propriedade e no controle dos meios de comunicação devem estar sujeitos a leis antimonopólio, pois conspiram contra a democracia ao restringir a pluralidade e a diversidade que asseguram o pleno exercício do direito à informação dos cidadãos. Em nenhum caso essas leis devem ser exclusivas para os meios de comunicação. As concessões de rádio e televisão devem obedecer a critérios democráticos que garantam a igualdade de oportunidades para todos os indivíduos em seu acesso.
13. A utilização do poder do Estado e dos recursos da fazenda pública, a isenção de direitos aduaneiros, a entrega arbitrária e discriminatória de contas de publicidade oficial e créditos oficiais, a concessão de estações de rádio e televisão, entre outras coisas, com o objetivo de pressionar e punir ou premiar e privilegiar os comunicadores sociais e os meios de comunicação em função de suas linhas informativas atentam contra a liberdade de expressão e devem ser expressamente proibidos pela lei. Os meios de comunicação social têm o direito de realizar seu trabalho de forma independente. Pressões diretas ou indiretas que têm como finalidade silenciar o trabalho informativo dos comunicadores sociais são incompatíveis com a liberdade de expressão.
Serra mostra os dentes
Por Renato Rovai, no seu blog na revista Fórum:
A revista Free São Paulo traz na capa de sua edição de hoje, 31, uma matéria sobre as investigações acerca da morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, em 2002. A apuração feita pela revista tem informações contraditórias e que não se sustentam. Na verdade, trata-se de um panfleto político com tintas jornalísticas.
O histórico da revista dá rastros fortes da origem dos ataques. A primeira edição da Free São Paulo, lançada em outubro do ano passado, tem como destaque uma entrevista com Bruno Covas, que na época era apontado como provável candidato do PSDB para a Prefeitura de São Paulo.
Na edição 14, a revista aborda um “calote” do Ministério da Educação nas universidades federais e coloca na capa uma foto quebradiça do então ministro da Educação, Fernando Haddad.
Na edição 25, a Free Brasil compara os governos FHC e Lula e coloca o tucano em vantagem, sem explicar a escolha por dados de meses diferentes na comparação das gestões.
O redator chefe da Free Brasil atende por Ernesto Zanon. No seu twitter pessoal Zanon costuma dar RTs e divulgar notas do candidato à prefeitura de São Paulo, José Serra.
Além deste histórico de matérias favoráveis ao PSDB, a publicação é impressa pela gráfica do grupo Folha de S.Paulo, a Plural Industria Gráfica. A gráfica é a mesma onde ocorreu o vazamento das provas do Enem em 2009. Caso que até hoje é atribuído na conta do atual candidato a prefeito de São Paulo, o ex-ministro Haddad. Mas, mais do que isso, um dos clientes do grupo que a realiza (Mídia Guarulhos Ltda) é o deputado federal e presidente do PSDB de Guarulhos, Carlos Roberto. Neste link você pode conferir dois pagamentos de 10 mil reais por serviços prestados pela empresa para o deputado na chamada verba de gabinete.
A matéria sobre o assassinato de Celso Daniel começa em tom opinativo e faz diversas afirmações sem que fontes ou provas as atestem. A hipótese de que a morte de Celso Daniel teria motivações política é embasada por uma entrevista com o promotor Márcio Friggi de Carvalho, do Grupo de Atuação Especial Regional de Repressão ao Crime Organizado do ABC.
O promotor acusa diversos políticos petistas de participação em um suposto esquema de extorsão de empresários do transporte em Santo André. Segundo ele, o esquema teria o objetivo de alimentar o Caixa 2 de campanhas eleitorais petistas. Porém, apesar de acusar nominalmente varias pessoas de participação no esquema, o promotor diz que Celso Daniel morreu por não aceitar que o suposto dinheiro desviado para as campanhas acabasse servindo de fonte de enriquecimento para membros do esquema.
No entanto, o promotor, muito que provavelmente para não ser vítima de processo, não cita nenhum nome como mandante do crime. Nem apresenta provas de que o PT estaria diretamente ligado ao assassinato. Mesmo assim a entrevista com o promotor foi suficiente para que a publicação estampasse na sua capa a figura da morte com o emblema do PT, associando o partido ao assassinato do ex-prefeito de Santo André.
Além do promotor, a Free São Paulo utiliza como fonte para a matéria uma participação do irmão de Celso Daniel, Bruno Daniel, no programa Roda Viva da TV Cultura.
Mas o fato mais grave presente na matéria é o tratamento dispensado ao atual prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho. A revista o chama de “o novo gerente do esquema”. No entanto, em nenhum momento o promotor cita o nome de Marinho como envolvido no suposto Caixa 2 petista.
A reportagem ainda afirma que ele estaria sendo preparado para disputar o governo do estado em 2014, mas novamente não apresenta nenhuma fonte ou comprovação para tal afirmação.
O diretório estadual do PT divulgou nota em que rechaça a matéria publicada pela Free São Paulo e afirma que está tomando todas as medidas legais cabíveis para que os responsáveis respondam por seus atos. Na nota, o PT afirma que as investigações policiais sobre o assassinato de Celso Daniel chegaram à conclusão de crime comum, sem qualquer conotação político-partidária.
Veja a íntegra da nota do PT:
O Diretório Estadual do PT-SP divulga nota de repúdio à matéria veiculada nesta quinta-feira (31), pela revista Free São Paulo, cujo conteúdo contraria investigações policiais concluídas. O PT reitera que as denúncias envolvendo o nome do Partido são infundadas e todas as medidas cabíveis já estão sendo adotadas para que os responsáveis respondam por seus atos. Confira nota na íntegra: O Diretório Estadual do PT em São Paulo refuta as declarações veiculadas na edição de número 32 da Revista Free São Paulo, dessa quinta-feira, dia 31 de maio.
Ao longo de sete páginas, a publicação elenca uma série de denúncias infundadas e contesta questões já esclarecidas pelas instituições policiais. O Partido dos Trabalhadores foi que mais cobrou que a morte do então prefeito Celso Daniel fosse esclarecida. Todas as investigações desenvolvidas pelas instituições policiais chegaram à conclusão de crime comum, sem qualquer conotação política-partidária.
O Partido dos Trabalhadores rechaça todas as tentativas de utilizar um episódio que ainda hoje nos entristece para atacar a nossa história e tentar tirar proveitos eleitorais. Esperamos que o Ministério Público e o Poder Judiciário cumpram as suas funções constitucionais e não se deixem envolver em disputas eleitorais que cabem somente a partidos políticos.
Ao contrário das leviandades publicadas pela referida revista, o PT representa um projeto que tem tirado milhões de brasileiros da miséria, da pobreza e exclusão social. Um projeto que tem garantido ao Brasil crescer economicamente com justiça social. Hoje o nosso país é paradigma internacional de desenvolvimento sustentável, com democracia e justiça social.
Os ataques feitos às nossas lideranças políticas têm o nítido objetivo de desgastar aqueles que são os representantes de um projeto político que é reconhecido internacionalmente e, principalmente, pelo povo brasileiro que tem nos dado a oportunidade de governar o Brasil, estados e municípios, propiciando qualidade de vida e tornando sujeitos históricos aquelas e aqueles que sempre foram oprimidos por uma elite que não consegue conviver com a igualdade de oportunidades.
Quanto ao festival de calúnias e difamações, o PT paulista está tomando todas as providências legais cabíveis e os responsáveis responderão pelos seus atos. Direção do PT do estado de São Paulo.
A revista Free São Paulo traz na capa de sua edição de hoje, 31, uma matéria sobre as investigações acerca da morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, em 2002. A apuração feita pela revista tem informações contraditórias e que não se sustentam. Na verdade, trata-se de um panfleto político com tintas jornalísticas.
O histórico da revista dá rastros fortes da origem dos ataques. A primeira edição da Free São Paulo, lançada em outubro do ano passado, tem como destaque uma entrevista com Bruno Covas, que na época era apontado como provável candidato do PSDB para a Prefeitura de São Paulo.
Na edição 14, a revista aborda um “calote” do Ministério da Educação nas universidades federais e coloca na capa uma foto quebradiça do então ministro da Educação, Fernando Haddad.
Na edição 25, a Free Brasil compara os governos FHC e Lula e coloca o tucano em vantagem, sem explicar a escolha por dados de meses diferentes na comparação das gestões.
O redator chefe da Free Brasil atende por Ernesto Zanon. No seu twitter pessoal Zanon costuma dar RTs e divulgar notas do candidato à prefeitura de São Paulo, José Serra.
Além deste histórico de matérias favoráveis ao PSDB, a publicação é impressa pela gráfica do grupo Folha de S.Paulo, a Plural Industria Gráfica. A gráfica é a mesma onde ocorreu o vazamento das provas do Enem em 2009. Caso que até hoje é atribuído na conta do atual candidato a prefeito de São Paulo, o ex-ministro Haddad. Mas, mais do que isso, um dos clientes do grupo que a realiza (Mídia Guarulhos Ltda) é o deputado federal e presidente do PSDB de Guarulhos, Carlos Roberto. Neste link você pode conferir dois pagamentos de 10 mil reais por serviços prestados pela empresa para o deputado na chamada verba de gabinete.
A matéria sobre o assassinato de Celso Daniel começa em tom opinativo e faz diversas afirmações sem que fontes ou provas as atestem. A hipótese de que a morte de Celso Daniel teria motivações política é embasada por uma entrevista com o promotor Márcio Friggi de Carvalho, do Grupo de Atuação Especial Regional de Repressão ao Crime Organizado do ABC.
O promotor acusa diversos políticos petistas de participação em um suposto esquema de extorsão de empresários do transporte em Santo André. Segundo ele, o esquema teria o objetivo de alimentar o Caixa 2 de campanhas eleitorais petistas. Porém, apesar de acusar nominalmente varias pessoas de participação no esquema, o promotor diz que Celso Daniel morreu por não aceitar que o suposto dinheiro desviado para as campanhas acabasse servindo de fonte de enriquecimento para membros do esquema.
No entanto, o promotor, muito que provavelmente para não ser vítima de processo, não cita nenhum nome como mandante do crime. Nem apresenta provas de que o PT estaria diretamente ligado ao assassinato. Mesmo assim a entrevista com o promotor foi suficiente para que a publicação estampasse na sua capa a figura da morte com o emblema do PT, associando o partido ao assassinato do ex-prefeito de Santo André.
Além do promotor, a Free São Paulo utiliza como fonte para a matéria uma participação do irmão de Celso Daniel, Bruno Daniel, no programa Roda Viva da TV Cultura.
Mas o fato mais grave presente na matéria é o tratamento dispensado ao atual prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho. A revista o chama de “o novo gerente do esquema”. No entanto, em nenhum momento o promotor cita o nome de Marinho como envolvido no suposto Caixa 2 petista.
A reportagem ainda afirma que ele estaria sendo preparado para disputar o governo do estado em 2014, mas novamente não apresenta nenhuma fonte ou comprovação para tal afirmação.
O diretório estadual do PT divulgou nota em que rechaça a matéria publicada pela Free São Paulo e afirma que está tomando todas as medidas legais cabíveis para que os responsáveis respondam por seus atos. Na nota, o PT afirma que as investigações policiais sobre o assassinato de Celso Daniel chegaram à conclusão de crime comum, sem qualquer conotação político-partidária.
Veja a íntegra da nota do PT:
O Diretório Estadual do PT-SP divulga nota de repúdio à matéria veiculada nesta quinta-feira (31), pela revista Free São Paulo, cujo conteúdo contraria investigações policiais concluídas. O PT reitera que as denúncias envolvendo o nome do Partido são infundadas e todas as medidas cabíveis já estão sendo adotadas para que os responsáveis respondam por seus atos. Confira nota na íntegra: O Diretório Estadual do PT em São Paulo refuta as declarações veiculadas na edição de número 32 da Revista Free São Paulo, dessa quinta-feira, dia 31 de maio.
Ao longo de sete páginas, a publicação elenca uma série de denúncias infundadas e contesta questões já esclarecidas pelas instituições policiais. O Partido dos Trabalhadores foi que mais cobrou que a morte do então prefeito Celso Daniel fosse esclarecida. Todas as investigações desenvolvidas pelas instituições policiais chegaram à conclusão de crime comum, sem qualquer conotação política-partidária.
O Partido dos Trabalhadores rechaça todas as tentativas de utilizar um episódio que ainda hoje nos entristece para atacar a nossa história e tentar tirar proveitos eleitorais. Esperamos que o Ministério Público e o Poder Judiciário cumpram as suas funções constitucionais e não se deixem envolver em disputas eleitorais que cabem somente a partidos políticos.
Ao contrário das leviandades publicadas pela referida revista, o PT representa um projeto que tem tirado milhões de brasileiros da miséria, da pobreza e exclusão social. Um projeto que tem garantido ao Brasil crescer economicamente com justiça social. Hoje o nosso país é paradigma internacional de desenvolvimento sustentável, com democracia e justiça social.
Os ataques feitos às nossas lideranças políticas têm o nítido objetivo de desgastar aqueles que são os representantes de um projeto político que é reconhecido internacionalmente e, principalmente, pelo povo brasileiro que tem nos dado a oportunidade de governar o Brasil, estados e municípios, propiciando qualidade de vida e tornando sujeitos históricos aquelas e aqueles que sempre foram oprimidos por uma elite que não consegue conviver com a igualdade de oportunidades.
Quanto ao festival de calúnias e difamações, o PT paulista está tomando todas as providências legais cabíveis e os responsáveis responderão pelos seus atos. Direção do PT do estado de São Paulo.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Balanço do 3º Encontro Nacional de Blogueiros
Ocorreu no último final de semana, em Salvador Bahia, o 3º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas. Farei meu balanço para que assim, quem sabe alguém da organização, do Barão ou quem quer que seja veja e acate como uma crítica construtiva, para que os próximos encontros sejam melhores.
Primeiro, reclamaram muito de atrasos. Desta vez não poderei falar sobre isso, afinal, atraso é comum e não creio que tenha atrapalhado tanto o evento assim. O que atrapalhou foi o local escolhido para a realização. Um hotel longe de tudo, sendo que os participantes foram divididos em dois hoteis. Eu fiquei no hotel mais longe, e tive que pegar um ônibus no domingo pois falaram que o transporte sairia às 9h, sendo que o mesmo saiu as 8h30. Mas isso é coisa que a organização deveria se preparar. Ora, calculando o número d epessoas presentes no encontro de Brasília, bastava escolher um hotel que comportasse tudo.
Em relação as mesas, tenho uma crítica forte a lançar. A mesa das 9h de sábado, com Paulo Henrique Amorim, Eduardo Guimarães, Esmael Moraes, Maria Frô... Incrívelmente depois de cada um falar por quase 20 minutos, foi aberto espaço para TRÊS PERGUNTAS. Fui o primeiro a levantar a mão, Frô apontou pra mim e quando cheguei a mesa, ela mesma me falou que não poderia mais pois já haviam 3 crachás na mesa. Depois de insistir, fui autorizado a fazer minha pergunta.
Ai vem meu questionamento. Nós, blogueiros da informação independente, lutamos pela liberdade e democracia. E que raios é um evento como esse que quatro pessoas falam por hora e depois só podem ser feitas três perguntas. E como diria a Maria Frô "Bem rapidinhas". Por favor, muitas vezes precisamos explicar um ponto para efetuar uma pergunta. Eu tentei ser breve e acabei me enrolando. Poderiam ter feito igual no BlogMundo, que as perguntas chegavam durante as palestras por escrito. Mais dinâmico e direcionado, além de economizar tempo. Fica a dica para o próximo encontro.
Outro é pela escolha da mesa. EduGuim, Maria Frô, Renato Rovai... São pessoas que têm um vasto conteúdo, mas está repetitivo. Já sabemos da militância e importância de Frô na Blogosfera, de comoo Blog da Cidadania é importante e lido e como a Fórum mudou maneira de ifnormar, além da experiência de vida de todas as partes. Mas muitas coisas ditas ali são nossas lutas do dia a dia, já estamos carecas de saber. Seria bom pegar outras pessoas. Acharia mais bacana ter colocado o documentário "De Ferro e de Flor", na mesa principal, afinao foi um blogueiro assassinado, e muita gente ali ficou sem saber. Fora que temos exemplos de blogueiros com problemas, como eu tive, sem que tenha tido um espaço bom pra isso. Eu t ive um minuto no encontrn acional de Brasília. Temos o Lino Bocchinni, que está sendo processado pela Folha que teve uma mesa no encontro de Brasília na parte simultânea. São casos que merecem destaques maiores, acredito eu.
O formato das mesas está cada vez mais lento e massante. Escutar gente falando, ai um mediador começa a falar só pra passar o microfone pra outra. onde existe um debate? Deveríamos colocar em pauta um assunto( o que até é sujerido,mas nunca cumprido) e cada um colocar seu ponto de vista, para assim criar um debate. Ninguém fala nada depois disso e fica por isso mesmo. Seria interessante chamar Paulo Henrique Amorim junto com pessoas ligadas ao movimento LGBT, pois assim seria um debate quente. Apenas uma ideia, fazer debates, não mesas de palestras onde as pessoas passam por estrela.
Seria interessante demais chamar pessoas que fazem blogs em cidades pequenas, pois estas sim sofrem de perseguições. Quando fui ameaçado em Foz do Iguaçu pelo calunista do jornal O Iguassu, percebi que ameaças a blogueiros são constantes. Mas estando em uma cidade de médio/grande porte, isso são apenas palavras jogadas. Aposto que Maria Frô era ameaçada na campanha de 2010, que o EduGuim recebe respostas ameaçadoras, mas em cidades pequenas,as ameaças são diferentes, pois encontra-se mão e palmatória toda hora.
Os quartos foram separados por homem e mulher. Ou seja, casais foram separados. No hotel fora do evento, Leandro Fortes estava separado de sua mulher. Tivemos que fazer uma troca de pessoal para que casair ficassem juntos. Isso é algo que não pode acontecer. Em Brasília dividi o quarto com Alexandrina Motta do Ceara e ganhei uma grande amiga, hospedando sua filha em casa quando morava em Belo Horizonte.
Em relação a alimentação, contei 10 pessoas que passaram mal. Vamos ver isso, pois intoxicação é algo muito sério, especialmente em um hotel.
Então, meio por cima, essa é minha crítica. Vamos colocar caras novas, vamos mudar a menira que o evento é tocado, afinal isso só vai melhorar. na Bahia ficou um evento lento, massante que não agradou muitos não. No final, o balanço foi o mesmo. "Valeu por ter reencontrado amigos e feito novas amizades". Precisamos sair do encontro com novas atitudes, novos rumos e com satisfação do conteúdo produzido. Ai sim, poderemos esperar ansiosamente os encontros seguintes.
Primeiro, reclamaram muito de atrasos. Desta vez não poderei falar sobre isso, afinal, atraso é comum e não creio que tenha atrapalhado tanto o evento assim. O que atrapalhou foi o local escolhido para a realização. Um hotel longe de tudo, sendo que os participantes foram divididos em dois hoteis. Eu fiquei no hotel mais longe, e tive que pegar um ônibus no domingo pois falaram que o transporte sairia às 9h, sendo que o mesmo saiu as 8h30. Mas isso é coisa que a organização deveria se preparar. Ora, calculando o número d epessoas presentes no encontro de Brasília, bastava escolher um hotel que comportasse tudo.
Em relação as mesas, tenho uma crítica forte a lançar. A mesa das 9h de sábado, com Paulo Henrique Amorim, Eduardo Guimarães, Esmael Moraes, Maria Frô... Incrívelmente depois de cada um falar por quase 20 minutos, foi aberto espaço para TRÊS PERGUNTAS. Fui o primeiro a levantar a mão, Frô apontou pra mim e quando cheguei a mesa, ela mesma me falou que não poderia mais pois já haviam 3 crachás na mesa. Depois de insistir, fui autorizado a fazer minha pergunta.
Ai vem meu questionamento. Nós, blogueiros da informação independente, lutamos pela liberdade e democracia. E que raios é um evento como esse que quatro pessoas falam por hora e depois só podem ser feitas três perguntas. E como diria a Maria Frô "Bem rapidinhas". Por favor, muitas vezes precisamos explicar um ponto para efetuar uma pergunta. Eu tentei ser breve e acabei me enrolando. Poderiam ter feito igual no BlogMundo, que as perguntas chegavam durante as palestras por escrito. Mais dinâmico e direcionado, além de economizar tempo. Fica a dica para o próximo encontro.
Outro é pela escolha da mesa. EduGuim, Maria Frô, Renato Rovai... São pessoas que têm um vasto conteúdo, mas está repetitivo. Já sabemos da militância e importância de Frô na Blogosfera, de comoo Blog da Cidadania é importante e lido e como a Fórum mudou maneira de ifnormar, além da experiência de vida de todas as partes. Mas muitas coisas ditas ali são nossas lutas do dia a dia, já estamos carecas de saber. Seria bom pegar outras pessoas. Acharia mais bacana ter colocado o documentário "De Ferro e de Flor", na mesa principal, afinao foi um blogueiro assassinado, e muita gente ali ficou sem saber. Fora que temos exemplos de blogueiros com problemas, como eu tive, sem que tenha tido um espaço bom pra isso. Eu t ive um minuto no encontrn acional de Brasília. Temos o Lino Bocchinni, que está sendo processado pela Folha que teve uma mesa no encontro de Brasília na parte simultânea. São casos que merecem destaques maiores, acredito eu.
O formato das mesas está cada vez mais lento e massante. Escutar gente falando, ai um mediador começa a falar só pra passar o microfone pra outra. onde existe um debate? Deveríamos colocar em pauta um assunto( o que até é sujerido,mas nunca cumprido) e cada um colocar seu ponto de vista, para assim criar um debate. Ninguém fala nada depois disso e fica por isso mesmo. Seria interessante chamar Paulo Henrique Amorim junto com pessoas ligadas ao movimento LGBT, pois assim seria um debate quente. Apenas uma ideia, fazer debates, não mesas de palestras onde as pessoas passam por estrela.
Seria interessante demais chamar pessoas que fazem blogs em cidades pequenas, pois estas sim sofrem de perseguições. Quando fui ameaçado em Foz do Iguaçu pelo calunista do jornal O Iguassu, percebi que ameaças a blogueiros são constantes. Mas estando em uma cidade de médio/grande porte, isso são apenas palavras jogadas. Aposto que Maria Frô era ameaçada na campanha de 2010, que o EduGuim recebe respostas ameaçadoras, mas em cidades pequenas,as ameaças são diferentes, pois encontra-se mão e palmatória toda hora.
Os quartos foram separados por homem e mulher. Ou seja, casais foram separados. No hotel fora do evento, Leandro Fortes estava separado de sua mulher. Tivemos que fazer uma troca de pessoal para que casair ficassem juntos. Isso é algo que não pode acontecer. Em Brasília dividi o quarto com Alexandrina Motta do Ceara e ganhei uma grande amiga, hospedando sua filha em casa quando morava em Belo Horizonte.
Em relação a alimentação, contei 10 pessoas que passaram mal. Vamos ver isso, pois intoxicação é algo muito sério, especialmente em um hotel.
Então, meio por cima, essa é minha crítica. Vamos colocar caras novas, vamos mudar a menira que o evento é tocado, afinal isso só vai melhorar. na Bahia ficou um evento lento, massante que não agradou muitos não. No final, o balanço foi o mesmo. "Valeu por ter reencontrado amigos e feito novas amizades". Precisamos sair do encontro com novas atitudes, novos rumos e com satisfação do conteúdo produzido. Ai sim, poderemos esperar ansiosamente os encontros seguintes.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Bahia 2012
Cheguei ontem a Salvador. PAssei a noite em claro por conta do meu voo (saiu de Natal às 4h25) e ao invés de eu dormir, cheguei ao Hostel e fui dar uma volta pela cidade.
Pelourinho,Mercado, Elevador,Forte, Cristo... Mas ainda conheci pouco.
Vim a Salvador para o 3° Encontro Nacional de Blogueiros, realizado pelo Centro de Estudos de Mídias Independentes Barão de Itararé. Confira a programação e lembro que a mesa 5 de sábado,com Tiago Aguiar e Adriana Amorim como responsáveis eu estarei na mesa também.
Programação final do III BlogProg
25 de maio, sexta-feira
15 horas – Reunião da comissão nacional organizadora;
17 horas – Início do credenciamento
18 horas – Abertura do III BlogProg e ato político em defesa da blogosfera e da liberdade de expressão;
19 horas – Debate: Nas redes e nas ruas pela democratização da comunicação
- Franklin Martins – ex-ministro da Secretaria de Comunicação do governo Lula;
- Emiliano José – Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação (Frentecom);
- Rosane Bertotti – coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC);
- Robinson Almeida – secretário de Comunicação Social do Governo da Bahia;
- Barbara Lopes – Blogueiras feministas;
26 de maio, sábado
9 horas – Em defesa da blogosfera e da liberdade expressão: – Paulo Henrique Amorim (SP); – Lucio Flavio Pinto (PA); – Emílio Gusmão (BA); – Esmael Moraes (PR); 11 horas – Mídia e blogosfera: experiências internacionais: – Ignácio Ramonet (Le Monde Diplomatique – França); – Andres Thomas Conteris (Democracy Now e Ocuppy Wall Street – EUA); – Osvaldo Leon (Agência Latinoamericana de Informação – Equador); – Iroel Sanchez (Blog La Pupila Insomne – Cuba);
14h30 – Mesas autogestionadas simultâneas
1- A batalha pelo marco civil da internet (responsável: Renata Mielli) – João Arruda (deputado federal do PMDB/PR e presidente da comissão que analisa o projeto); – Jandira Feghali (deputada federal do PCdoB/RJ e integrante da comissão) – Sérgio Amadeu (integrante do Comitê Gestor da Internet); – Renata Mielli (diretora do Centro de Estudos Barão de Itararé);
2- Estado laico, religião e diversidade na mídia (responsável: Daniel Dantas Lemos): – Pastor Marcos Dornel; – Jean Wyllys – deputado federal do PSOL/RJ;
- Pastor Marcos Monteiro;
3- Direito de resposta e o novo marco regulatório. (Responsável: Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação)
4- Cobertura política sem sexismo (responsável: blogueiras feministas);
- Bárbara Lopes;
- Marília Moschkovich;
- Maíra Kubik Mano;
- Tâmara Freire;
5- Liberdade de expressão e direitos humanos (responsável: Tiago Aguiar);
- Adriana Amorim;
- Marcelo Barreto;
- Tiago Aguiar
* Exibição do documentário “Gente de ferro e de flor”
16h30 – Mesas autogestionadas simultâneas
6- A mídia e as eleições na Venezuela (responsável: Igor Felippe): – João Pedro Stedile (coordenação do MST); – Maximilien Arvelaiz (embaixador da Venezuela no Brasil); – Fernando Moraes (Jornalista); – Eric Nepomuceno (Jornalista);
7- A viabilidade de um jornal diário (responsável: Sérgio Telles) – Paulo Salvador – Rede Brasil Atual; – Claudia de Abreu – (Sindipetro do Rio de Janeiro); – Vito Giannotti – Núcleo Piratininga de Comunicação;
- Paulo de Tarso (Federação dos Bancários do Espírito Santo);
8- Oficina prática de WordPress (responsável: Tatiane Pires);
9- Redes sociais e subjetividade (Responsável: Conselho Federal de Psicologia);
- Marilda Castelar (CPF);
- Roseli Goffman (CPF e FNDC).
10- Cinema autogestionado (responsável: Carlos Pronzato);
18 horas – Apresentação e debate sobre Associação de Apoio Jurídico à Blogosfera:
- Rodrigo Sérvulo e Rodrigo Vianna;
19 horas – Lançamento oficial do Blogoosfero –plataforma livre e segura para a blogosfera e redes sociais;
Responsáveis: Fundação Blogoosfero, Colivre, TIE-Brasil e Paraná Blogs;
27 de maio, domingo:
9 horas – Reuniões em grupo – troca de experiência, balanço da blogosfera e desafios futuros;
11 horas – Plenária final – aprovação da Carta de Salvador e eleição da nova comissão nacional;
14 horas – Primeira reunião da comissão nacional eleita.
Pelourinho,Mercado, Elevador,Forte, Cristo... Mas ainda conheci pouco.
Vim a Salvador para o 3° Encontro Nacional de Blogueiros, realizado pelo Centro de Estudos de Mídias Independentes Barão de Itararé. Confira a programação e lembro que a mesa 5 de sábado,com Tiago Aguiar e Adriana Amorim como responsáveis eu estarei na mesa também.
Programação final do III BlogProg
25 de maio, sexta-feira
15 horas – Reunião da comissão nacional organizadora;
17 horas – Início do credenciamento
18 horas – Abertura do III BlogProg e ato político em defesa da blogosfera e da liberdade de expressão;
19 horas – Debate: Nas redes e nas ruas pela democratização da comunicação
- Franklin Martins – ex-ministro da Secretaria de Comunicação do governo Lula;
- Emiliano José – Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação (Frentecom);
- Rosane Bertotti – coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC);
- Robinson Almeida – secretário de Comunicação Social do Governo da Bahia;
- Barbara Lopes – Blogueiras feministas;
26 de maio, sábado
9 horas – Em defesa da blogosfera e da liberdade expressão: – Paulo Henrique Amorim (SP); – Lucio Flavio Pinto (PA); – Emílio Gusmão (BA); – Esmael Moraes (PR); 11 horas – Mídia e blogosfera: experiências internacionais: – Ignácio Ramonet (Le Monde Diplomatique – França); – Andres Thomas Conteris (Democracy Now e Ocuppy Wall Street – EUA); – Osvaldo Leon (Agência Latinoamericana de Informação – Equador); – Iroel Sanchez (Blog La Pupila Insomne – Cuba);
14h30 – Mesas autogestionadas simultâneas
1- A batalha pelo marco civil da internet (responsável: Renata Mielli) – João Arruda (deputado federal do PMDB/PR e presidente da comissão que analisa o projeto); – Jandira Feghali (deputada federal do PCdoB/RJ e integrante da comissão) – Sérgio Amadeu (integrante do Comitê Gestor da Internet); – Renata Mielli (diretora do Centro de Estudos Barão de Itararé);
2- Estado laico, religião e diversidade na mídia (responsável: Daniel Dantas Lemos): – Pastor Marcos Dornel; – Jean Wyllys – deputado federal do PSOL/RJ;
- Pastor Marcos Monteiro;
3- Direito de resposta e o novo marco regulatório. (Responsável: Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação)
4- Cobertura política sem sexismo (responsável: blogueiras feministas);
- Bárbara Lopes;
- Marília Moschkovich;
- Maíra Kubik Mano;
- Tâmara Freire;
5- Liberdade de expressão e direitos humanos (responsável: Tiago Aguiar);
- Adriana Amorim;
- Marcelo Barreto;
- Tiago Aguiar
* Exibição do documentário “Gente de ferro e de flor”
16h30 – Mesas autogestionadas simultâneas
6- A mídia e as eleições na Venezuela (responsável: Igor Felippe): – João Pedro Stedile (coordenação do MST); – Maximilien Arvelaiz (embaixador da Venezuela no Brasil); – Fernando Moraes (Jornalista); – Eric Nepomuceno (Jornalista);
7- A viabilidade de um jornal diário (responsável: Sérgio Telles) – Paulo Salvador – Rede Brasil Atual; – Claudia de Abreu – (Sindipetro do Rio de Janeiro); – Vito Giannotti – Núcleo Piratininga de Comunicação;
- Paulo de Tarso (Federação dos Bancários do Espírito Santo);
8- Oficina prática de WordPress (responsável: Tatiane Pires);
9- Redes sociais e subjetividade (Responsável: Conselho Federal de Psicologia);
- Marilda Castelar (CPF);
- Roseli Goffman (CPF e FNDC).
10- Cinema autogestionado (responsável: Carlos Pronzato);
18 horas – Apresentação e debate sobre Associação de Apoio Jurídico à Blogosfera:
- Rodrigo Sérvulo e Rodrigo Vianna;
19 horas – Lançamento oficial do Blogoosfero –plataforma livre e segura para a blogosfera e redes sociais;
Responsáveis: Fundação Blogoosfero, Colivre, TIE-Brasil e Paraná Blogs;
27 de maio, domingo:
9 horas – Reuniões em grupo – troca de experiência, balanço da blogosfera e desafios futuros;
11 horas – Plenária final – aprovação da Carta de Salvador e eleição da nova comissão nacional;
14 horas – Primeira reunião da comissão nacional eleita.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Serra, que 'não conhecia' Paulo Preto, agora nega ter nomeado Hussein Aref
José Serra é sério candidato ao prêmio "Pinóquio de Ouro"
Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual
Hussain Aref Saab, o diretor responsável pela aprovação de grandes e médias construções na capital paulista durante sete anos foi nomeado para a prefeitura por José Serra, em janeiro de 2007, como mostra o Diário Oficial da Cidade de São Paulo (DOM). A nomeação foi lembrada pela Folha de S.Paulo hoje (17).
De lá pra cá, Aref Saab adquiriu 106 imóveis – enquanto sua renda declarada é de R$ 20 mil mensais. O patrimônio do funcionário inclui 118 imóveis, dos quais 24 são vagas extras de garagens (o que faz a gente pensar que ele deve ter muitos veículos).
Ainda conforme o jornal, de 2005 até 2012, Saab, de 67 anos, o valor acumulado de suas posses ultrapassa R$ 50 milhões. Suspeito de participar de esquemas de corrupção e alvo de investigações, Aref Saab deixou o cargo no mês de abril desse ano
Mas Serra nunca sabe de nada.
Apesar do registro no DOM, candidato do PSDB à prefeitura paulistana nega ter nomeado Hussein Aref Saab para o cargo que lhe deu poderes para aprovar ou desaprovar empreendimentos imobiliários na cidade. E, obviamente, também criticou a veiculação do caso.
Em 2010, Serra também negou conhecer Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, x-diretor da estatal Dersa quando ele era governador. Paulo Preto, foi acusado por líderes do seu próprio partido de desviar pelo menos R$ 4 milhões arrecadados de forma ilegal para a campanha eleitoral de Serra candidato à presidência.
O tucano só lembrou que conhecia o ex-diretor da Dersa quando Paulo Preto, numa entrevista, mandou um recado muito claro: “Não se abandona um companheiro ferido na beira da estrada”
Dá para confiar na palavra de Serra?
Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual
Hussain Aref Saab, o diretor responsável pela aprovação de grandes e médias construções na capital paulista durante sete anos foi nomeado para a prefeitura por José Serra, em janeiro de 2007, como mostra o Diário Oficial da Cidade de São Paulo (DOM). A nomeação foi lembrada pela Folha de S.Paulo hoje (17).
De lá pra cá, Aref Saab adquiriu 106 imóveis – enquanto sua renda declarada é de R$ 20 mil mensais. O patrimônio do funcionário inclui 118 imóveis, dos quais 24 são vagas extras de garagens (o que faz a gente pensar que ele deve ter muitos veículos).
Ainda conforme o jornal, de 2005 até 2012, Saab, de 67 anos, o valor acumulado de suas posses ultrapassa R$ 50 milhões. Suspeito de participar de esquemas de corrupção e alvo de investigações, Aref Saab deixou o cargo no mês de abril desse ano
Mas Serra nunca sabe de nada.
Apesar do registro no DOM, candidato do PSDB à prefeitura paulistana nega ter nomeado Hussein Aref Saab para o cargo que lhe deu poderes para aprovar ou desaprovar empreendimentos imobiliários na cidade. E, obviamente, também criticou a veiculação do caso.
Em 2010, Serra também negou conhecer Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, x-diretor da estatal Dersa quando ele era governador. Paulo Preto, foi acusado por líderes do seu próprio partido de desviar pelo menos R$ 4 milhões arrecadados de forma ilegal para a campanha eleitoral de Serra candidato à presidência.
O tucano só lembrou que conhecia o ex-diretor da Dersa quando Paulo Preto, numa entrevista, mandou um recado muito claro: “Não se abandona um companheiro ferido na beira da estrada”
Dá para confiar na palavra de Serra?
terça-feira, 15 de maio de 2012
Mês de Maio registra aumento histórico do número de depósitos em poupança
Do site Minas sem Censura
Após a presidenta Dilma Roussef anunciar novas regras para a caderneta de poupanças, beneficiando principalmente o pequeno poupador, o Banco Central registrou um aumento de 223% no número de depósitos realizados nos primeiros oito dias do mês de maio, se comparados ao mesmo período de 2011. De acordo com matéria da Agência Brasil, se essa tendência se confirmar, o mês de maio terá a maior captação líquida (mais depósitos que retiradas) da história do Banco Central. Mais informações na reprodução abaixo:
Depósitos em poupança superam retiradas em R$ 4,1 bilhões em maio, até dia 9
15/05/2012 - 14h22
Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Os depósitos em caderneta de poupança superaram as retiradas em R$ 4,182 bilhões, neste mês, até o dia 9 de maio, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados hoje (15). Nesse período, os depósitos chegaram a R$ 35,731 bilhões e as retiradas ficaram em R$ 31,548 bilhões.
Se essa tendência se confirmar, o mês de maio terá a maior captação líquida (mais depósitos que retiradas) da série histórica do BC. Até agora, o maior registro para meses de maio foi em 2010, quando a captação líquida ficou em R$ 2,120 bilhões. Em abril deste ano, o resultado positivo foi R$ 1,977 bilhão.
A aplicação de recursos na poupança ocorre mesmo depois de o governo anunciar mudanças nas regras de remuneração. A Medida Provisória 567, válida desde o dia 4, estabeleceu que sempre quando a taxa básica de juros, a Selic, estiver menor ou igual a 8,5% ao ano, a forma de remuneração muda. Nesse caso, os depósitos serão corrigidos por 70% da taxa Selic mais a Taxa Referencial (TR). Atualmente, a Selic está em 9% ao ano. Portanto, continua a regra de remuneração de TR mais 0,5% ao mês.
O Banco do Brasil (BB) anunciou hoje (15) que, após o anúncio das novas regras, a captação líquida cresceu. Nos oito primeiros dias úteis no mês, o banco registrou 223% de aumento se comparado ao mesmo período do mês de abril deste ano. De acordo com o banco, a participação do BB na captação líquida do mercado também registrou crescimento após a alteração nas regras da poupança, passando de 12,4% no dia 4 de maio para 36,9% no dia 8.
Após a presidenta Dilma Roussef anunciar novas regras para a caderneta de poupanças, beneficiando principalmente o pequeno poupador, o Banco Central registrou um aumento de 223% no número de depósitos realizados nos primeiros oito dias do mês de maio, se comparados ao mesmo período de 2011. De acordo com matéria da Agência Brasil, se essa tendência se confirmar, o mês de maio terá a maior captação líquida (mais depósitos que retiradas) da história do Banco Central. Mais informações na reprodução abaixo:
Depósitos em poupança superam retiradas em R$ 4,1 bilhões em maio, até dia 9
15/05/2012 - 14h22
Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Os depósitos em caderneta de poupança superaram as retiradas em R$ 4,182 bilhões, neste mês, até o dia 9 de maio, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados hoje (15). Nesse período, os depósitos chegaram a R$ 35,731 bilhões e as retiradas ficaram em R$ 31,548 bilhões.
Se essa tendência se confirmar, o mês de maio terá a maior captação líquida (mais depósitos que retiradas) da série histórica do BC. Até agora, o maior registro para meses de maio foi em 2010, quando a captação líquida ficou em R$ 2,120 bilhões. Em abril deste ano, o resultado positivo foi R$ 1,977 bilhão.
A aplicação de recursos na poupança ocorre mesmo depois de o governo anunciar mudanças nas regras de remuneração. A Medida Provisória 567, válida desde o dia 4, estabeleceu que sempre quando a taxa básica de juros, a Selic, estiver menor ou igual a 8,5% ao ano, a forma de remuneração muda. Nesse caso, os depósitos serão corrigidos por 70% da taxa Selic mais a Taxa Referencial (TR). Atualmente, a Selic está em 9% ao ano. Portanto, continua a regra de remuneração de TR mais 0,5% ao mês.
O Banco do Brasil (BB) anunciou hoje (15) que, após o anúncio das novas regras, a captação líquida cresceu. Nos oito primeiros dias úteis no mês, o banco registrou 223% de aumento se comparado ao mesmo período do mês de abril deste ano. De acordo com o banco, a participação do BB na captação líquida do mercado também registrou crescimento após a alteração nas regras da poupança, passando de 12,4% no dia 4 de maio para 36,9% no dia 8.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Sete mentiras da revista Veja
Do sítio da União da Juventude Socialista (UJS):
Em nossa cultura cada número tem um significado, são ditos populares que expressam características de uma pessoa ou uma superstição. No caso da revista veja o número 7 – número do mentiroso – é o que melhor lhe cabe.
O portal da UJS levantou sete casos em que a revista Veja inventou fatos e forjou provas, sempre com o intuito de prejudicar algum desafeto, mas, jamais com intuito de fazer aquilo que o bom jornalismo prega, investigar, informar e garantir o direito ao contraditório em suas matérias.
1. "Escola dos Horrores"
Em 1994 Veja publica matéria em que acusa donos de uma escola no bairro da Aclimação de praticar abusos sexuais contra crianças, o caso ficou famoso em todo o país, a escola foi depredada e fechada, algum tempo depois se provou que as acusações feitas pela revista eram infundadas, o Estado foi obrigado a pagar uma indenização, mas, a imprensa fez-se de desentendida e nem se quer uma autocrítica publicou;
2. “Tentáculos das Farc no Brasil”
Em março de 2005 a matéria de Veja tenta provar suposta relação do movimento guerrilheiro colombiano com o comando da campanha do ex-presidente Lula e vai além, a revista afirma ter acessos a documentos secretos – desta maneira não apresenta nenhuma prova, pois, são documentos “secretos” – de que as Farc teriam feito uma doação de cinco milhões de dólares para a campanha presidencial de Lula. O ministério público fez investigação e nada foi provado. Como é de costume da revista, esta matéria seria mais uma tentativa de prejudicar o então candidato Lula, desafeto de longa data de Roberto Civita, dono da revista;
3. “Os dólares de Cuba para a campanha de Lula”
Esta matéria foi publicada em 2005 durante a campanha presidencial. Sem nenhuma prova concreta ou algo que valha Veja afirma com todas as letras: “Entre agosto e setembro de 2002, o comitê eleitoral de Lula recebeu 3 milhões de dólares vindos de Cuba. Ao chegar a Brasília, por meios que VEJA não conseguiu identificar”. Sempre de maneira dissimulada, sem apresentar nenhuma prova e mesmo admitindo não saber de todos os fatos, publica-se matéria de capa com acusações estapafúrdias que até hoje não foram comprovadas;
4. “Parece Milagre”
Em setembro de 2011 veja publica matéria de sete páginas (o número da mentira) para falar de um remédio para emagrecimento, na matéria a revista faz elogios ao remédio e cita o nome do emagrecedor como que fazendo uma propaganda do produto, entretanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) havia limitado o uso do remédio, a agência diz expressamente em um dos seus relatórios que “o uso do produto... caracteriza elevado risco sanitário para a saúde da população”. De maneira irresponsável Veja colocou em risco a vida de seus leitores com o objetivo único de se beneficiar;
5. "José Dirceu mostra que ainda manda em Brasília"
Em agosto de 2011 Veja publica matéria conseguida de maneira pitoresca, tentando provar que o ex-ministro José Dirceu ainda tem poderes no governo e no Partido dos Trabalhadores – que até então nada tem de ilegal –. Um jornalista invade o hotel onde o ex-ministro se hospedara e fazia reuniões com correligionários, na invasão o jornalista tenta violar o quarto do ex-ministro no intuito de forjar provas, não tendo sucesso o mesmo roubou imagens do circuito interno de TV do hotel. O responsável pela segurança do hotel registrou ocorrência em uma delegacia de Brasília e até hoje nada foi feito para que se punisse a atitude criminosa da revista e de seu jornalista;
6. “Militante do PCdoB acusa Orlando Silva de montar esquema de corrupção”
Na reportagem de quinze de outubro de 2011 Veja acusa o ex-ministro dos esportes Orlando Silva de montar um grande esquema de corrupção. A revista utiliza como fonte um policial militar do distrito federal que dirigia uma ONG e havia sido condenado pelo ministério e pelo Tribunal de Contas da União a devolver recursos ao próprio ministério dos esportes por falta de prestação de contas. A tal fonte não podia mesmo ser de todo confiável, pois, estava em litígio com o ministério dos esportes e apresentava patrimônio muito acima de seus rendimentos. O Policial João Dias com ajuda da revista Veja afirmou que o ministro recebera dinheiro na garagem do ministério e que tinha provas, entretanto, as provas nunca foram apresentadas, o policial encontra-se preso e a revista fez-se de desentendia;
7. “Só nos sobrou o Supremo”
Em oito de junho de 2011 veja entrevista o senador Demóstenes Torres e o apresenta como um parlamentar combativo e honesto. A entrevista revelou-se recentemente como uma manobra de Veja para ajudar o senador em sua empreitada de estabelecer uma boa imagem de sua figura como um dos últimos homens honestos no senado federal. Recentemente a prisão do contraventor Carlinhos Cachoeira mostrou uma relação íntima do senador com o bicheiro, jogando por terra a imagem de homem probo, entretanto, gravações da Polícia Federal revelaram que a revista Veja também tinha relações íntimas com o bicheiro e sabia das relações do próprio parlamentar com o bando criminoso de Carlinhos Cachoeira. Ora se a revista sabia da relação do parlamentar com um grupo criminoso e, também se relacionava com os contraventores como pode levar seus leitores ao engano produzindo uma entrevista que ajudava um criminoso a se beneficiar eleitoralmente? São questões que precisam ser esclarecidas.
Ato para exigir #CivitanaCPI
Nesta terça-feira dia, oito de maio, a União da Juventude Socialista realizará um ato político na porta da Editora Abril para denunciar os crimes cometidos pela revista Veja e seu proprietário, o empresário Roberto Civita.
O ato ocorrerá as 15h00 na Rua Sumidouro 747 no Bairro de Pinheiros, onde fica a sede da Editora Abril. Ao mesmo tempo será realizado um tuitaço com a hashtag #CivitanaCPI, para mobilizar também as redes sociais a denunciar as práticas criminosas da revista.
Merval se associa à Veja. Cuidado!
Por Altamiro Borges
A cada dia fica mais evidente que a revista Veja se associou ao crime organizado. As ligações entre o editor da publicação, Policarpo Jr., e o mafioso Carlinhos Cachoeira – e não apenas as telefônicas, mais de 200 – podem até resultar na convocação dos “capos” do Grupo Abril para depor na CPI. E há boatos de que novas revelações bombásticas devem pintar nos próximos dias.
Mesmo assim, o restante da mídia evita expor a concorrente de mercado e faz de tudo para blindar a Veja. Parece um pacto de mafiosos. Hoje foi o dia de Merval Pereira, o “imortal” – ou será imoral –, sair em defesa da famiglia Civita. Em artigo no jornal O Globo, ele jurou que a revista é inocente, é uma santa. Cuidado! Cumplicidade com o crime organizado também dá processo!
A falsa liberdade de expressão
Maroto, Merval Pereira tenta se apropriar a bandeira da liberdade de expressão para defender o império em apuros. Ele confunde, de propósito, liberdade de expressão com liberdade dos monopólios, inclusive dos criminosos. Para ele, está em curso uma ofensiva na América Latina para cercear a “imprensa”. Argentina, Venezuela e Equador seriam os casos mais graves.
Mas o Brasil, afirma o “imortal”, não está imune e a famiglia Civita é o alvo da vez. Como cúmplice da vítima, ele garante: “Ainda enfrentamos ameaça à liberdade de expressão, que se configura de diversas maneiras. No momento, ela se revela na tentativa, frustrada de início, de levar a grande imprensa representada pela revista “Veja” à investigação na CPI do Cachoeira”. Pobre "grande imprensa"!
Segurança ou medo?
Merval jura que “os documentos surgidos até o momento nada revelam de transgressor no comportamento de seus profissionais, e todas as pseudoacusações se baseiam mais em ilações tiradas de versões do bicheiro e de seus asseclas do que em fatos comprovados”. Apesar desta aparente segurança, o colunista do jornal O Globo está com medo – lembra até da Regina Duarte.
Marcha da Maconha em Córdoba(ARG). Exemplo de civilidade
No último sábado, 5 de Maio, muitas cidades do mundo
fizeram a “Marcha da Maconha”, pedindo a tolerância aos usuários e mudanças na
legislação, cada qual em seu país, para não tratar como criminoso aquele
usuário da droga.
Em Córdoba na Argentina, a
marcha foi extremamente tranquila. Seria esse um exemplo para o Brasil, onde em
muitas cidades, como São Paulo, não é possível fazer uma manifestação sem que a
polícia chegue com truculência. Participaram, segundo a organização, seis mil
pessoas.
![]() |
| Nico Davilla |
O Web Desinger Nicolas Dávila, que tive o prazer de conhecer
em um bar na cidade de Foz do Iguaçu, me mandou algumas fotos e falou bastante
sobre a marcha.
``Cheguei às 15h na manifestação, que havia sido
marcada para iniciar ao meio dia. Foi tudo muito tranquilo, com crianças,
teatros e gritos de que o usuário não é um criminoso. Nosso pedido foi para que
entendam que com o álcool liberado, perde o sentido proibir o uso da maconha``.
A manifestação foi de frente a sede do governo de Córdoba. Segundo Nicolas, os protestos foram
extremamente pacíficos, deixando o lado cultural mais destacado. ``Estávamos de
frente a sede do governo, com muita policia perto, porem ninguém sofreu com
nada, foi preso ou abordado, estávamos no direito de nos manifestar contra uma
lei que não concordamos. Tinham grupos teatrais, musicais, e o máximo que poderíamos
ver eram cartazes e dizeres sobre Auto Cultivo e sobre o uso medicinal da
maconha``.
Cartazes com os dizeres``Hasta la victoria SIEMBREN`` varriam a manifestação. SIEBREM remete ao
cultivo particular, plantar a própria semente. Luta que muitos ativistas,
inclusive no Brasil, lutam.
No Brasil já não podemos comemorar. Em São Paulo,
no ano passado a Marcha foi marcada pela truculência da PM da capital. Sem
motivo algum, já comprovados por imagens, a PM chegou com bombas de gás, spray
de pimenta e bala de borracha. Já no dia 05, no Rio de Janeiro, pela primeira
vez a Marcha foi marcada pela censura da PM.
Pacifica por natureza (isso são os fatos quem
dizem, basta ver sobre a manifestação em todos os jornais), a manifestação
perdeu seu brilho por conta de atitudes de militares que, ao invés de manter a
ordem, transformaram a marcha em um massacre.
Quem sabe o Brasil possa aprender com a Argentina e
assim ter manifestações sem a violência policial. A policia, que tem ordens e
hierarquia desde a ditadura militar, ainda acredita que com violência se faz a
ordem.
Quem sabe possamos aprender algo com os hermanos.
Confira algumas fotos da Marcha, retiradas do perfil do Facebook de Thiago Pinheiro
Assinar:
Postagens (Atom)











